ANTT reajusta frete mínimo

ANTT reajusta frete mínimo: confira nova tabela em 2026

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) atualizou os valores do piso mínimo do frete rodoviário de cargas. Desde 30 de setembro de 2026, as operações devem considerar os novos coeficientes definidos após o diesel S10 atingir R$ 7,33 por litro.


O principal motivo foi a alta do diesel. Em julho de 2026, a ANTT utilizava R$ 6,97 por litro como referência para o diesel S10. Agora, o valor passou para R$ 7,33, considerando a média nacional apurada pela ANP entre 20 e 26 de setembro.

Com isso, a variação chegou a aproximadamente 5,16%. A Lei nº 13.703/2018 prevê uma revisão extraordinária sempre que o preço de referência do diesel S10 oscilar mais de 5%. Por isso, o reajuste de setembro ocorreu de forma automática e não faz parte apenas da revisão semestral tradicional.


Na prática, transportadoras, embarcadores, operadores logísticos e demais contratantes precisam utilizar os novos coeficientes nas operações realizadas a partir de 30 de setembro de 2026.

No entanto, o valor do piso não é igual para todos os transportes.

O cálculo depende principalmente de:

  • distância percorrida;
  • tipo de carga;
  • número de eixos;
  • modalidade de contratação;
  • enquadramento da operação.

Além disso, a Portaria SUROC nº 22 divide os coeficientes em quatro tabelas:

Sim — é exatamente isso que o Yoast está marcando, porque as 4 frases começam com “Tabela”.

Você pode trocar por esta versão:

Tabela A: contratação da composição veicular completa ou caminhão simples.

Na Tabela B, entram as operações com contratação apenas da unidade de tração.

Já a Tabela C reúne as operações de alto desempenho com contratação da composição veicular ou caminhão simples.

Por fim, a Tabela D contempla as operações de alto desempenho com contratação apenas da unidade de tração.

Os valores também mudam conforme o tipo de carga. Entre as categorias estão carga geral, granel sólido, granel líquido, carga frigorificada ou aquecida, conteinerizada, neogranel, produtos perigosos e outras operações.


O aumento do diesel em 5,16% não significa que todos os pisos de frete aumentaram exatamente 5,16%.

O impacto varia conforme a configuração da operação.

Um exemplo pode ser visto na Tabela A para carga geral, considerando a contratação da composição veicular completa:

Número de eixosCoeficiente anteriorNovo coeficienteVariação aproximada
6 eixosR$ 7,3547/kmR$ 7,5347/km+2,45%
7 eixosR$ 8,0927/kmR$ 8,2727/km+2,22%
9 eixosR$ 9,2027/kmR$ 9,4114/km+2,27%

Os valores correspondem ao Coeficiente de Custo de Deslocamento (CCD) para carga geral.

No caso de uma composição de 7 eixos, por exemplo, o coeficiente de deslocamento passou de R$ 8,0927 para R$ 8,2727 por quilômetro.

Pode parecer uma diferença pequena quando analisada por quilômetro, mas o impacto aumenta conforme a distância e o volume de operações realizadas pela transportadora.

Quando a rota inclui pedágio, o contratante deve calcular esse custo separadamente e adicioná-lo conforme as regras do Vale-Pedágio Obrigatório.

Além disso, a ANTT não inclui no piso mínimo itens como lucro, impostos, despesas administrativas e determinadas taxas. Por isso, transportadores e contratantes precisam considerar esses custos na negociação comercial.

Em resumo, o piso mínimo não representa o preço final do frete. Ele define apenas o valor mínimo da operação, enquanto as partes podem negociar um valor maior de acordo com os custos, a rota e as condições do transporte.


Quem contrata ou realiza transporte rodoviário remunerado de cargas precisa garantir que seus sistemas estejam utilizando os coeficientes válidos desde 30 de setembro de 2026.

Antes de fechar uma operação, é importante conferir corretamente o tipo de carga, quantidade de eixos, distância da viagem e modalidade de contratação.

Também é importante evitar cálculos manuais baseados em tabelas antigas. Além de gerar divergências no valor da operação, dados incorretos podem causar problemas na geração do CIOT e no cumprimento das regras da ANTT.


Não emissão do CIOT

Dados divergentes da operação real


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Em um cenário de mudanças regulatórias e maior fiscalização, utilizar informações atualizadas reduz erros operacionais e dá mais segurança para cada nova viagem.

A atualização da tabela do piso mínimo do frete reforça a importância de transportadoras e embarcadores acompanharem de perto as mudanças da ANTT.

Com o diesel S10 chegando a R$ 7,33 por litro, os novos coeficientes passaram a valer a partir de 30 de setembro de 2026 e devem ser considerados no cálculo das novas operações de transporte.

Mais do que atualizar valores, é fundamental conferir corretamente o tipo de carga, número de eixos, distância percorrida e modalidade de contratação. Além disso, custos como Vale-Pedágio, tributos, despesas administrativas e margem da operação precisam ser analisados separadamente.

Manter o cálculo do frete atualizado também ajuda a evitar divergências no CIOT, problemas no registro da operação e riscos de descumprimento das regras da ANTT.

Com processos automatizados e informações atualizadas, transportadoras e embarcadores conseguem calcular suas operações com mais segurança, reduzir erros e ter mais controle sobre os custos de cada viagem.

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